quarta-feira, 23 de junho de 2010

Exame nacional de GD-A de 2010 - 1ª fase

Durante a tarde de hoje publicarei aqui a minha proposta de resolução do exame.
Boa sorte para o exame e até logo.

13 comentários:

Zé Banana disse...

Muito facil, apesar de provavelmente ir tirar um 7 sei que se tivesse dado a materia toda a tempo conseguia um 14~15 com facilidade.

Mocho Empenhado disse...

Bem, fiz hoje o exame (fi-lo tb o ano passado mas repeti para ficar com o 20 como nota final)

Antes de mais, deixe-me felicitá-la pelo seu blog excelente e pelo apoio oferecido aos alunos.

Quanto ao exame, considerei-o um pouco mais puxado do que o ano passado, no entanto nao tive contacto com a disciplina este ano o que pode ser um factor importante.

Acho que fazia puxar um pouco mais pela cabeça e utilizar os métodos apreendidos, não de uma forma tão mecânica, pois pedia a relação de vários conceitos. Penso que um exame a sério terá que ser mais deste género, que puxe por nós.

Atenciosamente,

Miguel Rodrigues

mmmim disse...

Alguém disponibiliza o enunciado? obrigada!

mmmim disse...

ok já tá no gave
http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=294&fileName=G._Descritiva_A708_PF1_10.pdf

Alcina disse...

Depois de ver a sua proposta de resolução fiquei com dúvidas em relação ao 1º Exercício. Não seria possível resolvê-lo em tripla projecção?
Eu resolvi o exercício através da tripla projecção. Achei r3 e P3. A partir de P3 tracei a recta s3 perpendicular a r3. Em seguida determinei o ponto de intersecção entre as duas rectas (I3). Inverti a tripla projecção e obtive as projecções da recta s e do ponto I.

Acha que fiz bem?

Anónimo disse...

Achei o exame bastante fácil..penso ter 15 ou 20 pois nao sei se o 1º ficou certo , mas de resto achei bastante acessivel , no 1º encontrei a recta de intersecçao de um plano de nivel que passei pelo P , para depois tirar 1 recta perpendicular a essa mesma.

Anónimo disse...

Numa tripla projecção ortogonal não! Será correcto utilizarmos mudança de diedro de projecção, se colocarmos o novo plano, horizontal, de modo a nivelarmos a recta r, resulta, e penso que com economia de traçado (se fizermos coincidir a nova posição do eixo x com a projecção frontal de r)

Vera Viana disse...

Respostas aos comentários recebidos:

Ao Zé Banana:
Não acha preocupante que não tenha dado a matéria toda e que por isso seja prejudicado na nota do exame? Se esteve matriculado numa escola/colégio e aconteceu isso, poderia ter apresentado a situação à Direcção... Boa sorte para os resultados e melhor sorte para a 2ª fase.

Ao Mocho Empenhado:
Obrigada pela referência ao meu blogue e ao apoio que tento dar aos alunos. Apesar de não trabalhar apenas com a intenção de receber agradecimentos, sabe sempre bem recebê-los.
Acho também que foi (muito mais) puxado do que no ano anterior (especialmente os exercícios 1 e 2). Espero que consiga o 20!

À Alcina:
O exercício não podia ser resolvido recorrendo à projecção triédrica porque as rectas r e s não são paralelas ao plano lateral de projecção. No entanto, não se esqueça que o seu processo de resolução poderá não ser completamente penalizado com 0 pontos, dado que poderá haver algum pormenor pontuável.

Ao anónimo:
O exercício poderia ser resolvido se tivesse determinado o plano horizontal que contém o ponto P e Fr e sobre ele tivesse rebatido o plano oblíquo definido pela recta r e pela recta s (a charneira seria a recta horizontal definida por Fr e por P). Conforme me está a dizer, não creio que a sua resolução esteja correcta, mas, mais uma vez, nem tudo será descontável do seu exercício.
Também pode acontecer que eu não esteja a entender claramente o que fez e que a sua resolução esteja correcta, se tiver a mesma posição da recta s determinada. Só vendo mesmo.

Boa sorte para os resultados de todos e obrigada pelas visitas.

mmmim disse...

Concordo com o comentário à prova que elaborou enquanto Presidente da Direcção da APROGED.
Exceptuo apenas o que disse sobre o 1º exercício que considero ser "típico" - está complectamente conforme os exercícios exemplares desse ponto do programa (3.12.5 Rectas oblíquas perpendiculares) - por acaso estive a fazer um exercício idêntico na aula de apoio que dei na véspera do exame.

O 2º exercício, embora (quase) só sobre incidências, é bastante interessante e fará certamente a descriminação entre os alunos bons e os regulares! As provas servem essencialmente para isso!

Há muito que esperava secções cónicas no exame nacional - de facto não é tema recorrente e, por isso, talvez tenha apanhado muitos alunos desprevenidos, não obstante o exercício ser (demasiado) básico.

Também achei que o desenho no 4º exercício resultou um bocado feio ;) Era trabalhoso (em volume de traçados) mas não tinha nada que "decifrar".

Concordo que se trata de uma prova bem nivelada.

O que se pode esperar da 2ª fase?
Também ando à espera que o tema das distâncias volte ao exame nacional (penso que nunca saiu no 708).
Uma axonometria clinogonal que implique o rebatimento de um plano coordenado...

Boa sorte a todos!

maria

Vera Viana disse...

resposta a mmmim:

Obrigada pelo seu comentário e visita.
O que referi relativamente ao exercício 2 é que os alunos estão mais habituados a representar rectas oblíquas ortogonais, mas raramente perpendiculares, daí que possa ter sido complicado para alguns (e a avaliar por algumas reacções entretanto recebidas).
Também cheguei a colocar exercícios de rectas oblíquas perpendiculares num dos meus testes de avaliação, mas já foram no 1º período. Por muito que aconselhemos os alunos a refazer com atenção todos os testes, nem sempre o conseguimos...

Recordar-se-á que saiu, em 2009 2ª fase, um exercício de distância entre dois planos paralelos. Acho, contudo, que está a tardar a distância de um ponto a um plano, mas não podemos senão conjecturar sobre o que sairá no próximo exame...
A clinogonal será quase certa, e previsivelmente, planométrica, e interessante poderia ser uma em que se tivesse de rebater um plano coordenado, como disse. Nem era necessário complicar o sólido, bastaria um cubo, que pode também ser bastante interesssante (e mesmo que tenha duas faces em verdadeira grandeza, como por exemplo em http://www.veraviana.net/axonpassoapasso.html#clino3).
Enfim, resta-nos esperar e desejar melhor sorte para aqueles a quem o exame da 1ª fase correu menos bem.

Tiago André disse...

Antes de mais muitos parabéns pelo excelente trabalho realizado neste espaço.
Dra Vera Viana, tenho apenas a dísciplina de geometria em atraso, e preciso de ter 55 pontos no exame nacional para transitar á disciplina e ficar com 10 valores. Infelizmente na 1ª Fase obtive apenas 40 pontos, nunca fui um excelente aluno a geometria, apesar de o 10º ano me ter corrido bem o 11º foi o oposto. Estamos muitos perto do exame, e gostava se possivel algum concelho da sua parte.
Qual a matéria que me devo aplicar mais agora tão perto do exame, e se tiver métodos mais eficazes além de realizar muitos exercicios para aprender, poderia mencionar alguns?

Faltam cerca de 48 horas para o exame, e já me sinto muito nervoso, preciso de me aplicar em algo que me possa garantir pelo menos 55 ponto, por favor.

Desculpe pedir-lhe mais do que aquilo que já nos porpociona neste excelente blog.

Obrigado

Vera Viana disse...

Caro Tiago André

Antes de mais, agradeço-lhe pela visita e pelo comentário que faz ao meu trabalho.

Gostava de lhe poder dar indicações precisas sobre o que poderá sair no exame de sexta-feira, mas como pode compreender, tal é-me muito difícil, não só porque não sei mesmo o que vai sair, mas porque tenho receio de que, ao dizer-lhe para estudar uma ou outra coisa, possa deixar de fora alguma coisa que seja importante...
Tal como disse num comentário anterior, poderemos, à partida exclui o conteúdo específico que já saiu no exame anterior (a avaliar pelo que tem acontecido nos últimos anos), pelo que (se vir a estrutura do exame em http://www.veraviana.net/exames.html#estrutura), poderá concluir que:
- no ex.1, é provável que saiam intersecções (recta/plano ou plano/plano) ou paralelismo, (mas não deixe de dar uma olhadela na perpendicularidade, para não ir a zero neste ponto)
- no ex. 2, distâncias ou ângulos (é difícil prever)
- no ex. 3, uma sombra de um sólido ou, provavelmente, um sólido de base não-projectante (nunca saiu nenhum com base(s) de rampa ou passante(s) em exame nacional)
- no ex. 4, a avaliar pelos exames dos anos anteriores, é habitual sair uma axonometria ortogonal na 1ª fase (isometria, dimetria ou trimetria) e uma clinogonal na 2ª (cavaleira ou militar que, já agora, nunca saiu no exame de GD-A, mas apenas no de DGD-A antigo). É provável, pois, que saia agora uma cavaleira ou militar, mas, mais uma vez, reveja uma ou outra axonometria ortogonal, também para não ir a zero

Compreenda, por favor, que eu gostaria mesmo de o ajudar, embora o que lhe posso dizer acabe por não ser uma grande ajuda, porque inclui uma grande quantidade de conteúdos da disciplina. Seleccione as matérias de que gosta mais de dois dos exercícios referidos acima (supondo que exista alguma) e concentre-se mais no estudo dessas matérias, fazendo e refazendo muitos exercícios, quantos mais melhor e de vários manuais, testes, sites...
Infelizmente, não há método mais eficaz do que resolver exercícios e rever toda a matéria estudada durante o ano... Ah, e não se esqueça que, mesmo que não saiba resolver o exercício, deve sempre tentar, por muito difícil que lhe possa parecer, porque poderá conseguir fazer alguma coisa que acabe por lhe dar mais pontos. E se não souber mesmo resolver o exercício, nunca deixe de fazer os dados, porque, se estiverem correctos, também lhe darão pontos.

Desejo-lhe bom trabalho e muita sorte para o exame, depois diga-me como lhe correu.
Um abraço,
Vera Viana

Anónimo disse...

Acho que nao era necessario recomendar aos examinandos que realizassem o exercicio 4 com a folha A3 na horizontal, pois logo pelos dados observamos que os dados medidos na horizontal (abcissa e afastamento) sao relativamente maiores aos na vertical (cota).